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Uma noite de tempestade

O pai acabara de fechar a porta quando se ouviu o primeiro trovão, e logo de seguida a chuva. E era tanta, a chuva! O Luís e a Rita correram assustados a agarrar-se à mãe. O Pataniscas, focinho levantado, pôs-se a ladrar, como que a defender a família da tempestade que desabava em cima da casa.

- Vá, tenham calma, é apenas uma trovoada. Isto já passa - fritou o pai para se fazer ouvir por cima de mais um trovão, enquanto se preparava para ir buscar as malas ao carro. Impermeável vestido, capuz na cabeça, abriu a porta e saiu para a chuva.

"Mas que horror de tempo para férias!" pensava a mãe dos gémeos, enquanto tentava distrair os filhos, pedindo-lhes ajuda para abrir as caminhas.

Brrummmm! Outro trovão, e desta vez ainda mais forte.

O Pataniscas perdeu a valentia e correu a enfiar-se debaixo da cama da Rita. Só se lhe via a cauda de fora.

Trrim, trrim.

- Luís, vai abrir a porta ao teu pai, depressa! Coitado, deve estar ensopado!

 

Pedro Prostes da Fonseca

Livro "Crescer 3"