Pesquisa

o blogue de inverno

O boneco de neve

A neve caía do céu. Os rapazes saíram da escola e combinaram fazer um boneco.

Anoiteceu e todos recolheram a casa. Antes, porém, resolveram baptizar o boneco de neve. Deram-lhe o nome de Branquinho, nome que lhe ficava a matar.

Caiu a noite. Na aldeia todos dormiam.

Então, não sei bem por que milagre, Branquinho sentiu um tique-taque no peito, uma coisa a bater, a bater, os olhos adquiriram luz, a boca entreabriu-se e o boneco ficou com vida.

A trovoada

Um relâmpago riscou o espaço, seguido de trovão seco... Depois outros relâmpagos e outros relâmpagos se sucederam com pequeno intervalo. E rompeu a chover. De príncipio, gotas gordas e solitárias. Depois, em corda, tão bastas que, assim, seria o dilúvio. E mais uns relâmpagos, mais uns trovões de retumbante vozeirão, e abriram-se as cataratas do céu.

É tempo de Inverno

Chove muito. Às vezes, a chuva cai miudinha como flores. Outras vezes em cordas grossas. E o sol não aquece.

Chove muito. Muito. Dias seguidos. Levanta-se o dia a chover. A noite sobe da terra para o céu envolta em água.

Tudo anda triste. Nem folhas, nem flores, nem aves, nem um dia de Sol. Até os meninos andam tristes. 

Os velhos sentem mais frio, as crianças menos alegria. Nem apetece estender as mãos e receber a água da chuva, como acontece nos dias bons da Primavera. 

O Senhor Afonso

O senhor Afonso vivia numa casa muito pequenina e era muito mais velho que nós. Ele costumava dizer que tinha quarenta mais trinta anos.

Eu gostava muito do senhor Afonso e achava normal que ele tivesse quarenta mais trinta anos. Também achava natural que ele brincasse connosco, nos fizesse brinquedos de madeira, e que de vez em quando nos chamasse para dentro da sua cozinha escura e pobre e nos oferecesse pataniscas de bacalhau tão bem fritas e tão saborosas como só ele sabia cozinhar.

Vento

Andava o senhor vento

Um dia a soprar

Encontrou um menino

Que não queria andar.

 

Refrão

O vento é bom é, é

Dá-nos o ar sim, sim

Também é forte é, é

Que bom p'ra mim, mim, mim.

Vai nevar

Ai o tempo tão frio lá fora

Mas em casa há calor agora

E nós p'la janela a olhar

Vai nevar! Vai nevar! Vai nevar!

 

Há um belo bolo bom na mesa

E uma vela bonita acesa

É o Natal a chegar

Vai nevar! Vai nevar! Vai nevar!

 

Quando logo ao dizer "Boa Noite"

Com vontade de adormecer

Volta a neve a cair lá fora

E o dia quase a nascer.

 

Acordamos e continua

O vento

O vento é maluco

Mas é bom rapaz

Vejam lá, meninos (Bis)

O que o vento faz. (Bis)

 

Vu...u...vu...u...vu!

Varre, varre, vento

Com a vassourinha

Varre a minha casa (Bis)

E a da avozinha.  (Bis)

Vu...u...vu...u...vu!

 

Despenteia as árvores

Quando está zangado

E arranca as telhas  (Bis)

Do nosso telhado. (Bis)

 

Mas, se está contente

É Inverno

É Inverno!

As nuvens escuras

Desfazem-se em água

P'ra alagar a terra.

 

O rio cresceu,

Vai de monte a monte,

Leva algumas árvores

E cobriu as pontes.

 

É Inverno!

Olha como é belo!

Um manto de neve

Caiu sobre a terra.

 

Nas ruas da aldeia,

Riem as crianças,

Fazendo bonecos

Com a neve branca.

 

É Inverno.

A chuva

A chuva é um ping-ping

Constante e brincalhão.

Ping-ping, ping-ping

Vai pingando e cai no chão.

 

Molha tudo, tudo molha

Molha tudo no jardim.

E a gente quando se molha (Bis)

Faz atchim, atchim, atchim. (Bis)

O Inverno

Chega o Inverno

Voa a andorinha

Foge a procurar  (Bis)

A terra mais quentinha.  (Bis)

 

Fechei as janelas

Todas cá de casa

Que o vento lá fora

Tudo sopra e arrasa.

 

Andorinha, onde estás

Andas a voar

Andorinha, um dia

Inda hás-de voltar.

 

Isabel Sousa

Conteúdo sindicado