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o blogue de Outono

A folha vaidosa

- Olhem para mim! Sou a folha mais bonita da árvore! - dizia todos os dias a folha vaidosa, brilhante de verde, no alto da árvore.

Chegou o mês de Novembro e - que horror! - a folha reparou que tinha umas manchas amarelas.

- Ai que estou a envelhecer! - pensou tristemente. 

Nesse dia não falou da sua beleza às companheiras.

 

M. Kendall - Livro Tico 2, Edições Nova Gaia

Quentes e boas

- Quentes e boas! Quentes e boas!

Lá vem o comboio coxinho a deitar tanto fumo!

- Só dez!

Dez num funil de jornal velho. Tão quentes! Tão boas! E está tanto frio...

- Quanto é?

- Cem escudos...

O vendedor sacode ambas as mãos enfarruscadas, dando palmas. Eu estendo-lhe a moeda com a mão direita. A esquerda segura o funil com a ternura quente das castanhas.

 

Avô e neta no quintal

Era uma linda tarde de Outono! O Sol, envergonhado, espreitava por entre nuvens escuras.

Mariana e o avô passeavam no quintal, pisando um tapete fofo e multicor de folhas amarelas e avermelhadas que tombavam das árvores. Aqui e além um pássaro cantava.

Mais além sentia-se o perfume das flores quase murchas.

- Avô, olha uma macieira carregadinha de maçãs vermelhas! - exclamou Mariana.

Vêm aí os primeiros frios

- Vem aí o Outono - anunciou uma andorinha que atravessou os ares, veloz como uma seta.

- Já recebi aviso para me apresentar às minhas irmãs. Os nossos filhos estão criados. Vamos para terras de África.

Atrás dela, outra cortou os ares e outra e outra. Eram agora milhares que surgiram de todos os lados.

- Cuic-cuic-cuic - faziam elas. - Vem aí o Outono com os primeiros frios, as primeiras chuvas. Somos amigos do sol. Vamos para terras de África. 

A nuvem escondeu o sol

Estava-se já a meio do Outono. O vento era frio, a água do lago também. Estava frio em toda a parte, excepto em cima do velho muro de pedra quando o Sol brilhava. Em cima desse muro soalheiro, encontravam-se uma mosca, uma abelha, uma lagartixa castanha e uma cobrazinha verde que deitava a linguinha de fora.

Um cágado trepava  pelo muro para se aquecer ao Sol. Ninguém falava, ninguém se mexia. Mas, lentamente, surgiu uma nuvem que escondeu o Sol. Na sombra, o velho muro de pedra arrefeceu.

O vendedor de castanhas

O saco de castanhas caiu e espalhou-as todas pelo chão. A Maria castanha caiu também e ficou sentada no meio das castanhas.

- Ah, minha atrevida! - gritou o vendedor de castanhas, muito zangado.

- Foi sem querer. Eu ajudo a apanhar tudo - disse Maria Castanha.

- Foram à procura de emprego.

- E tu?

- Venho à procura de amigos.

Uma aranha "castanha"

Vais precisar de:

Uma castanha grande.

Oito clipes pequenos, de preferência pretos.

 

Abre os clipes de modo a ficarem mais ou menos como os da figura.

 

Marca na castanha 4 pontos de cada lado e enfia aí os clipes.

São as patas.

 

Com um furador de papéis faz os olhos, amarelos ou brancos.

Cola-os e põe em cada um, uma pinta preta. E aí tens uma aranha de meter medo.

Um "Rato-castanha"

Material:

• Castanhas bem grandes

• Fios de lã, de ráfia ou de plásticos de vassouras

• Três pioneses

• Dois triângulos em cartolina

• Um arame

 

Procedimento:

 

1 - Espeta dois pioneses na parte mais larga da castanha para parecerem os olhos e outro a servir de boca.

2 - Com os fios de lã, de ráfia ou os de plásticos de vassoura cola ou espeta os bigodes.

Bonecos de castanhas

Numa das tardes de Outono em que não possas ir brincar para a rua, pede à tua mãe algumas castanhas e faz estes bonecos.

 

Vais precisar de:

castanhas para as cabeças;

círculos pequenos de papel de lustro para os olhos;

Sopa de Castanhas

Castanhas assadas

Ai que boas são!

E tão assadinhas

Que elas estão...

 

Roda, roda, roda,

Gira, gira, gira,

Viva o Magusto,

Vira, vira, vira.

 

Castanhas assadas

O bucho bem cheio,

E muitas risadas

No nosso recreio.

 

Roda, roda, roda,

etc.

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